Ayahuasca: Uma Experiência com Meu Eu-Superior

Rituais de Ayahuasca tendem a proporcionar experiências super intensas, em todos os sentidos, e mais, abrangendo todos os nossos corpos: espiritual, mental, emocional e físico. Por ser capaz de atravessar todas essas camadas, é que esta medicina promove mudanças tão significativas em nosso ser, sobretudo no sentido da cura.

Meu primeiro ritual com Ayahuasca não foi diferente. Desde que adentrei neste terreno, tive acesso à uma interminável onda de insights e compreensões sobre vários aspectos do meu ser. Fui convidado a sentar-me comigo mesmo e uma parte mais elevada de mim me apresentou, com muita paciência, amorosidade e presença, um padrão meu que passava desapercebido e desencadeava uma série de dificuldades na minha vida, sem que eu me desse conta dele. Era algo de uma complexidade tão bem articulada, que envolvia questões emocionais e comportamentais, e que se movimentava sem que eu absolutamente pudesse me dar conta dos prejuízos que ele me trazia… A exposição foi feita para que eu pudesse compreende-lo e reintegrá-lo com o objetivo de curar-me… O que seguiu entre a primeira e a segunda parte do ritual: se na primeira parte a experiência foi mais consciencial e filosófica, na segunda, o trabalho foi direcionado para a depuração física daquele sofrimento.

Durante o acolhimento esse Eu-Superior me explicou que toda dor emocional, quando não tratada a tempo, gera um disturbio físico, que fica por muito tempo instalado de forma sutil. É um incômodo quase que imperceptível no começo, mas que já passa a influenciar nossa vida. Conforme ele vai se acomodando, mais simbiótico fica, portanto mais identificados com aquela (in)“verdade”, que passa a se manifestar de forma cada vez mais intensa, mas ainda imperceptível, porque é adotada como nossa. Para limpar fisicamente o processo apresentado na primeira parte do ritual, eu teria que experimentar alguns desconfortos na segunda etapa e eu aceitei, confesso que com uma certa resistência à princípio. O resultado foi que, conforme a energia era fisicamente trabalhada, uma dor se apresentava no baixo ventre, que sossegava por alguns instantes e logo fisgava, me causando nauseas. O primeiro impacto sob efeito da dor foi tentar resistir à ela, por cerca de uma hora nós brigamos ferozmente, enquanto eu me prometia nunca mais tomar Ayahuasca depois que aquele processo passasse. Com o final, o alívio. Não o alívio de algo ruim que acabou, mas o alívio de corpo, alma e coração. É inexplicável essa sensação, creio que só quem já experimentou sabe do que estou falando.

Esse trabalho foi muito intenso e me colocou em contato prático, físico e metafísico com as propriedades do meu Chakra Sexual, chakra de maior poder Criativo do homem e após essa experiência, limpeza e renascimento, as coisas que eu pude criar em minha jornada foram mais significativas dos que as já experimentadas ao longo de toda minha caminhada até aquela altura. Eu achava que tudo que poderia ser alcançado com esse chakra já tinha sido conquistado com aquela única experiência, pois meus outros rituais não mencionaram nada mais daquela energia… Até que chegou o ritual no qual eu seria iniciado, não mais para apenas participar dos rituais de ayahausca, mas para conduzi-los junto com outros participantes: o ritual mais intenso de toda a minha vida. Nenhum antes e nenhum depois dele se igualou.

Esse ritual precisava trazer aspectos da minha essência e da essência dos membros que estavam sendo iniciados naquela ocasião, por isso foi trabalhado com a energia solar, que em nossa egrégora representa a nossa Verdade, a nossa Missão de Vida, os nossos Corações. A primeira etapa deveria exorcisar tudo que estivesse relacionado ao Sol que impedia minha essência de se manifestar e novamente, a dor estava lá, só que dessa vez eu a aceitei resignado. Sabia que havia algum trabalho sendo feito no meu segundo chakra e a dor era apenas parte de um processo mais profundo e belo.

Aceitei a dor, conversei com ela, a acolhi e deixei o trabalho seguir o tempo que era necessário. Enquanto isso, pude sentir um incômodo na região do Visshuda, o Chakra Laríngeo, que era trabalhado paralelamente – o teor da experiência, eu peço licença à todos para reservar só a quem esteve presente naquele dia.

Fiquei rouco e a garganta arranhava, mas sabia que algo havia sido trabalhado nessa região, juntamente com o Sacro. A experiência foi tão intensa, após limpar essas regiões, eu pude sentar-me novamente com meu Eu-Superior, acompanhado de meus guias espirituais. Eu, que nunca havia tido experiências de encorporação, clarivisão e psicofônia, experimentei os três fenômenos que foram direcionados a uma longa conversa sobre mim, para mim e comigo.

O resultado subjetivo dessa experiência reverbera até hoje, num novo nível de compreensão de mim mesmo. Organicamente, um mal que me afligia na região do baixo ventre sumiu permanentemente e outras questões pessoais relacionadas com as propriedades específicas desses chakras ficaram mais claras.

Meu conhecimento sobre chakras me trouxe compreensão durante um momento intenso e crítico e me permitiu atravessar um abismo que, se tivesse se apresentado em outro momento e com menos sabedoria, eu teria recuado em terror e aversão ignorante.  Por isso que a partir dessas experiências, eu me senti convidado à lecionar sobre os Chakras, além de acompanhar a condução dos rituais de Ayahuasca do Templo AyaSofia. Sou grato pelo crescimento, pelas experiências e pela oportunidade de servir à estes objetivos tão sagrados.

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No dia 18 de Abril, nós teremos uma reunião de Anamnese para os Rituais de Ayahuasca do Templo AyaSofia que será conduzida pelos dirigentes dos trabalhos, o Thiago Jamas (autor do texto acima) e Carolina Scodeler. Para participar, acesse o evento no facebook com informações de horário, valores, endereço e forma de inscrição: https://www.facebook.com/events/195502160952408/

Como citado no texto, o Thiago também é responsável pelo curso de Chakras e Corpos Sutis e sua condução extrapola o conteúdo teórico desse conhecimento, adentrando em práticas que te habilitarão a interagir com estes corpos, inclusive de maneira visual, tal qual os níveis alcançados com o exercício de visualização aurica.

O curso começa no dia 29 de Abril e este artigo traz o convite para que você participe gratuitamente da primeira aula – gostando do conteúdo apresentado, você pode continuar com o estudo, que tem duração de 7 aulas. As vagas para esse convite são limitadas, por isso a reserva é feita mediante inscrição antecipada: temploayasofia@gmail.com

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Sobre o Autor - Thiago Jamas

Atua como Hipnoterapeuta e ministra cursos, palestras e workshops na área de Desenvolvimento Pessoal utilizando Hipnose e Programação Neurolinguística como principais ferramentas.

Estudante de Hermetismo, está sempre buscando transmitir tudo o que aprende.

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