O Fortalecimento do Masculino no Feminino

 Nota: Não estou defendendo os homens com esse artigo, muito pelo contrário, estou defendendo as mulheres de aspectos que podem estar em seu inconsciente, ou em suas sombras, movimentando suas experiências na vida. As questões de feminismo, abusos concretos do masculino em relação ao feminino, luta por direitos e questões análogas à estas não são o foco deste texto, que busca nortear vocês leitores, para o autoconhecimento e para a reforma íntima.

Eu faço atendimento terapêutico e com o boom do Sagrado Feminino, acabo recebendo muitas mulheres procurando compreender melhor o papel do Feminino na sociedade e não raro, elas vêem com marcas de uma relação desigual com o masculino; sentindo-se agredidas na maioria das vezes.

Isso é tema para muitos textos, mas como ponto de partida, a primeira coisa que eu gostaria de compartilhar é o trabalho de aprofundamento que costumo fazer com estas mulheres agredidas. Em primeiro lugar, é importante que elas entendam que não são vítimas do Masculino, mas do Masculino que existe dentro delas. Isso é uma grande diferença.

Esse aprofundamento está baseado na máxima hermética que descreve a Lei da Correspondência: “O que está fora é como o que está dentro e o que está dentro é como o que está fora”.

Mas o que isso significa? Cada caso é um caso, mas falando a grosso modo e com intenção de ser didática: Todos nós, homens e mulheres, possuímos uma parte masculina e uma parte feminina internas; um Yin e um Yang, com predominância ou maior fluência em um tipo de energia. Geralmente as mulheres são mais Yin e os homens mais Yang. A partir desta informação, em termos psicológicos, que coincidentemente se assemelham aos termos herméticos, aquilo que você enxerga no masculino fora de você corresponde ao que você tem internalizado sobre o masculino – ou seja, o homem à sua frente é um espelho do seu lado masculino interno. E esta é uma descoberta unânime em todos os casos!

Vale dizer que um pouco diferente de identificar características em pessoas com as quais você está escolhendo se vai ou não se relacionar, é realmente meter-se em um relacionamento com ela.

Mas voltando a questão de identificação com o externo, é isso mesmo: pode-se dizer que se ele é um “cuzão” você está se chamando de “cuzona”; se ele é um “Rei” você está se chamando de “Rainha” ou dizendo para o Universo que tem potencial para ser tais coisas.

E dizendo como? Em termos práticos, esta “verdade” (“bundão”, “preguiçoso”, “covarde”, “cavalheiro”, “provedor” ou qualquer outra crença que habite seu psiquismo, positiva ou negativa), a partir do momento que está marcada na sua consciência, e ainda mais profundamente falando, no seu subconsciente e no seu inconsciente (quanto mais profundo melhor ou pior), determina a forma como você vai interagir com o meio externo em termos de pensamentos, sentimentos, posturas, comportamentos e “por que não?” de energia e espiritualidade.

Daí sua primeira responsabilidade: “Você é a pessoa que está atraindo o cuzão!” ou “Você é a pessoa que está atraindo o Rei!”. Aprofundando, a sua crença interna tem o Poder de atrair situações compatíveis com elas. No caso deste tema específico, uma mulher com questões de autoestima baixa, atraíra parceiros capazes de REALIZAREM essas questões.

Você só tem se relacionado com pessoas do primeiro tipo? Então pergunte-se: Por quê? Supere a resposta reativa, o “Não sei” – ele apareceu, não foi? Tudo bem, é normal… – mas agora tente perceber e analisar suas crenças, seus sentimentos, seus valores e comportamentos. A congruência com aquilo que você busca deve ser um norteador importante nesse processo: eu ajo de forma congruente com aquilo que eu quero? E aí essa referência é só sua. Sem certo e errado, sem machismo ou feminismo, sem correntes filosóficas de bem e mal: o Universo se resume em você e tudo é reflexo seu.

Outra verdade hermética diz que os extremos se tocam. Isso quer dizer que para você ter um cara mais adequado na sua vida, você precisa ser mais ou menos “alguma coisa”. Em termos psicológicos, sobretudo analiticamente falando, se o seu desafio essencial (correspondente à sua essencia) é aprender a lidar com a energia materna (dizemos que você se identifica com o arquétipo de mãe ou da Grande Mãe), você vai atrair homens com características imaturas e a sua relação com eles, se a manifestação dessa energia arquetípica estiver desequilibrada em você, pode ser a da mãe que extrapola os limites da restrição, da educação, do amparo e da contingência saudável, tornando-se excessivamente protetora e educadora; podendo ser o tipo de mulher que dá cobertura e supre todas as necessidades do seu parceiro (e tenta fazer isso com outras relações, tá? Família, amigos, trabalho, religião… Não tem fim…). Pode ser que a sua preocupação esteja baseada na sensação de que o outro precisa de ajuda, de que ele não consegue fazer algo por si, de que precisa de você, etc.

Neste sentido dos extremos que se tocam, imagine uma régua de 30cm chamada “Realizar”. “Realizar” é neutro, o ponto da régua onde você se encontra determina qual extremo dessa régua você vai tocar, ou seja, quais pessoas e situações você vai atrair para o seu Universo, para a sua vida. Se você está no centímetro 20, você tende a atrair quem está no centímetro 10, por exemplo.  Seguindo este exemplo, se você está casada e se responsabiliza por tudo na sua casa “para nada faltar para os seus filhos” ou pessoas que você ama, qual é o espaço que o seu marido tem para desenvolver o masculino dele? Indo além, numa sociedade na qual o feminino tem sido criado para ser cada vez mais forte, suportar cada vez mais, fazer, resolver, agir, pensar friamente, etc., sobra espaço para que tipo de masculino se manifestar?

No caso do exemplo que eu dei, da mulher que identifica com o arquétipo da Grande Mãe e que ao invés de dominar esta energia é dominada por ela, deixando de ser uma mãe positiva, que reserva espaço para além de mãe ser mulher, amiga, filha, etc., passando a ser apenas Mãe, que doa, que aguenta tudo, que tem deveres a cumprir, que é responsável pelo bem estar do outro, etc… Enfim… O que ela está fazendo é o seguinte: Ama tanto, acolhe tanto, cuida tanto; que sufoca, que prende, que domina e que manipula. E o resultado disso? Bundões: homens e mulheres, filhos bundões. Em termos práticos, todo mundo que aceitar conviver com esta mulher, vai se comportar com ela de forma  abusiva. E não adianta ela berrar discursos de igualdade, de respeito, ou o que quer que seja. Ela vai receber aquilo que ela É, não aquilo que QUER.

Quando digo que os extremos se tocam, isso significa que para um homem folgado existe uma mulher fazendo tudo (e vice-versa). Um precisa do outro. O universo funciona com compensações energéticas e neste modus operandi não há julgamento de valores.

Para fechar, o que eu quero dizer com tudo isso?

Uma mulher enfraquecida continua atraindo homens enfraquecidos. Se a força que ela está dizendo que tem não é da boca para fora ou da camada mais superficial do seu psiquismo, o homem que ela atrai não é “cuzão”, nem “babaca”, nem “preguiçoso”, nem “bebezão”; e aí, a grande mágica é essa, diante de dificuldades que ela identifique no seu masculino, a energia dela vai trabalhar a favor da construção desse masculino ao invés da destruição daquilo que ela não quer nele, como nós fazemos ao nos dirigirmos à este masculino de todas as formas pejorativas que eu propositalmente coloquei nesse texto.

Então, fortalecendo o seu masculino interno e equilibrando ele com o seu feminino, você passará a prestar atenção intuitivamente e naturalmente, nos homens que correspondem a esta vibração mais equilibrada. Sentirá-se atraída por eles e também os atraíra, pois a sua verdade norteará seus pensamentos, sentimentos, ações e reações, que estarão congruentes com esta Verdade.

Sobre a autora - Carolina Scodeler

Tem 30 anos, formada em psicologia e, atualmente, atua na área alternativa, trabalhando com a Terapia Reencarnacionista. Seu foco é promover reflexões auxiliando o autoconhecimento, expansão da consciência e reforma íntima. Atua também como Presidente e Coordenadora Pedagógica do Templo AyaSofia. Supervisiona o trabalho dos neófitos das Grades Iniciáticas e ministra aulas de desenvolvimento magístico e hermético para as turmas já iniciadas. É também dirigente dos trabalhos de Ayahuasca realizados mensalmente na sede do Templo. Envolvida com o desenvolvimento esotérico desde os 16 anos, entre ordens, grupos e cursos, conta com 14 anos de estudos e 6 anos de experiência na condução dos trabalhos.

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