Você sabe acolher as suas dores ou só a dos outros?

Eu quero começar este texto explicando que nós vivemos em um Universo submetido à dualidades: Noite e dia, Frio e quente, Preto e branco, Masculino e feminino, Positivo e negativo e por aí vai… A novidade é: sempre que você escolhe favorecer um pólo, você está causando um efeito em outro pólo.

Isso em vista, quando pensamos em acolhimento, em um modo geral, tendemos a acolher as fragilidades das pessoas, com a clara intenção de auxiliar seus processos e dar um tempo de fôlego e restabelecimento para aquela consciência. Isso é muito nobre, se for feito com consciência. Aqui vem minha provocação: tem certeza que esse é o melhor a se fazer? Se você acolhe a fraqueza do outro, está ajudando ele a ser forte ou a ser fraco?

Perceba que existem acolhimentos e acolhimentos e que o processo de empatia é muito importante para isso: pense em como você precisaria ser tratado naquela situação para conseguir sair dela. Se é de afago e acolhimento que você precisaria para se fortalecer e superar aquilo, dê. Se é de um “se vira, já passou da hora de se mexer e resolver suas coisas por conta própria”, dê.

Não existe certo ou errado. O exercício aqui é de percepção, é de presença, é de CONSCIÊNCIA. E cada caso é um caso. Quero que você perceba que se acolher uma reclamação que não é genuinamente válida e coerente com os recursos que o outro ser tem para lidar e solucionar seu desafio, você estará dando um “chute” na essência e no potencial mais verdadeiro dele enquanto faz carinho em seu ego arbitrário. E que dar um “chute” no ego arbitrário pode ser um carinho e afago na sua essência. Não uma negação de ajuda, mas uma confiança de que ele é capaz. E invariavelmente, o que as pessoas precisam para crescer é que confiem nelas.

Eu te convido agora a pensar em como você é consigo. Tão normal quanto a dualidade, é tocar o extremo da mesma régua. Em outras palavras, é muito normal que uma pessoa que sabe acolher as dificuldades dos outros seja dura demais consigo mesma e não se permita refrescos ou movimentos de misericórdia. Por ser tão rígida consigo, em volta desta pessoa só gravitacionam pessoas que estão no outro oposto: o que trabalha demais fica perto do que trabalha de menos, o que faz demais fica perto do que faz de menos, o responsável demais fica perto do responsável de menos, o correto demais fica perto do correto de menos. E isso simboliza um desajuste na sua régua.

Acolha o outro na medida em que for capaz de acolher-se. Ou tente se acolher na medida em que é capaz de acolher o outro. Equilíbrio gera equilíbrio e harmonia.

Vem se autoconhecer.
Vem transformar suas dificuldades em sua força.

Viabilizo atendimentos presenciais, em São Paulo, ou por Skype para qualquer localidade

Carolina Scodeler – Terapia Reencarnacionista
(11) 9 5291-9301 – WhatsApp

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *